quinta-feira, 7 de abril de 2022

#004 Blackberry

 O BlackBerry Storm é a audaciosa tentativa da RIM de se defender do iPhone. Sua maior inovação é o que a fabricante chama de SurePress – toda a touchscreen é um grande botão –, que foi unido a um BlackBerry OS redesenhado e amigável aos dedos. 

Corpo

Com 155 gramas, é surpreendentemente pesado. Tipo mais pesado do que o tijolão do Bold, que pesa 133 gramas. Ele parece bem grosso também, mais grosso do que realmente é, por causa do formato meio quadrado. Tem um visual legal, passa uma boa impressão na mão. Ao mesmo tempo, é meio desajeitado. Por outro lado, toda essa substância também passa uma boa impressão de robustez. Você nunca acha que está para quebrá-lo.


Tela botão

Pressionar a tela e sentir o clique dá uma sensação tátil muito satisfatória de uma experiência muito bem calculada. Você não a aperta acidentalmente, e também não precisa de um martelo para empurrá-la. Como o resto do corpo, é uma peça de hardware robusta que parece agüentar os muitos milhares de cliques que precisa aturar durante o seu tempo de vida. A única preocupação é que a racha entre a tela e o resto do corpo é um ninho de fios esperando para nascer. Mas a fenda é larga o suficiente para que possa ser limpa com um palito de dentes. Outros botões

Para um celular touchscreen, o Storm tem um monte de botões. Nove, para ser exato: quatro padrões de BlackBerry, um lateral, um “rocker” de volume, um de trava e um de mudo. Eu não tiraria nenhum deles. O botão BlackBerry ainda é o seu melhor amigo, pois você precisa dele para chamar o menu em praticamente qualquer situação.


Tela

O Storm tem a tela com maior tamanho e resolução que a RIM já produziu. Com 480 x 360, é brilhante e bonita, mas não tanto quanto a do Bold, já que tem uma densidade de pixels menor. Ainda assim, o sistema operacional e os vídeos ficam muito bonitos nela. A touchscreen capacitiva tem boa resposta – no mesmo nível da tela do T-Mobile G1 –, embora às vezes o OS atrase um pouco.


Bateria

Ainda não testamos a duração da bateria detalhadamente, mas parece respeitável. A bateria não é tão gorda quando a fera embutida no Bold, mas você não deve ser um grande problema usar o aparelho por um dia com só uma recarga ou coisa do tipo.


Rede

Infelizmente, não tem Wi-Fi. O 3G pode funcionar bem, mas, claro, depende da operadora.

Câmera

A câmera tem 3,2 MP de ruído, como a maioria das câmeras de celular. Ela conta com recursos básicos de edição de foto e flash dedicado, mas nada de incrível.

GPS

O GPS parece oferecer uma localização muito precisa e a uma boa velocidade, mas, assim como no caso da rede, depende de quem oferece o serviço. Interface

O sistema é o familiar BlackBerry OS, mas com a interface de uso otimizada para seus dedos gordos. É bonita, com ícones grandes e fáceis de acessar, várias transições fade de uma tela para outra e um tema padrão de realce que acende um tom Os menus de lista – como o pop-up que aparece quando você aperta o botão BlackBerry ou as listas de mensagens – têm espaço suficiente para que não se pressione o item errado com frequência. O acelerômetro consegue acompanhar bem seus movimentos e gira a tela em todas as quatro orientações, o que lhe permite escolher ficar com os quatro botões principais à esquerda ou à direita no modo paisagem. Ele fica preso na orientação errada com menos frequência do que o iPhone (pelo menos comigo), o que é bom, já que a única maneira de usar o teclado QWERTY completo é em paisagem. No modo retrato, o único teclado é o SureType – uma versão virtual do pad de números e letras do Pearl.

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